ADEUS, POETA GERALDO MAGELA CARDOSO


Faleceu ontem, dia 29 de março de 2022, para tristeza e comoção de todos que o conheciam, principalmente no meio cultural de Curitiba, o poeta Geraldo Magela Cardoso.


"Ele nasceu em 1956, em Minas Gerais, filho da professora e poetisa Maria Lisbela Cardoso e de José Gonçalves Cardoso, boiadeiro. Figura respeitada por artistas, referência na área da poesia, Magela ingressou no quadro da Fundação Cultural de Curitiba em setembro de 1991 e nesses 30 anos foi mediador de leitura nas bibliotecas cidade, passou pelo Teatro Novelas Curitibanas e Teatro Universitário de Curitiba (TUC), onde foi idealizador do projeto CuTUCando a Inspiração. Por último, coordenava a Feira do Poeta, que estava em plena efervescência com o retorno presencial das atividades.

Membro da Academia Poética Brasileira, entre os livros publicados destacam-se Bendita Boca Maldita, poemas; Os Calombos dos Quilombos, poesia afro; Se Metamorfose, poemas concretos; Poesygynyka, poesia em rolo de papel higiênico; O Homem é Produto do e-mail, microcontos; e O Rebu do Urubu e Legado do Leão, infantil.

Foi jurado em vários concursos literários como: Petrobras, FIEP, Casa do estudante universitário luterano, colégio Marista, colégio estadual do Paraná; como editor lançou livros de mais de 150 autores. Publicou artigos no jornal Estado do Paraná e no extinto Correio de Notícias, além de várias revistas, sites e portais da internet. Recebeu, entre outras honrarias, a Medalha Mérito Cultural do Projeto Poetizar o Mundo.


Entre os livros publicados estão: Bendita Boca Maldita, poemas, 1982; Os Calombos dos Quilombos, poesia afro; 1983.; Se Metamorfose, poemas concretos, 1984.; Coletânea da Revista Feira do Poeta, poemas, 1986; Poesygynyka, poesia em rolo de papel higiênico – 1986.; Os Mamilos de Vênus, poemas eróticos – 1986; O Homem é Produto do email, microcontos – 2015; O Rebu do Urubu e o Legado do Leão, infantil.

Escreveu as obras de teatro: Welcome to Curitiba capital do freezer teatro; Cadeira de Balanço, e Vale Roxo. Publicou o livro de microcontos Curitiba nunca se sabe. E os poemas de culinária: Marmitexto- suporte poético. Participou das Antologias: Poetas na praça 85; Conexão Feira do poeta e Parnaso Poético, entre outros.


Geraldo Magela é autor dos projetos: Varal da poesia, 1983; Domingo na Feira, projeto de incentivo a pratica da leitura, 2008; Leitura no Banheiro Público e nas Praças Pública, 2011; CuTUCando a Inspiração, intervenções poéticas, 2013.

A Fundação Cultural de Curitiba lamentou a morte do funcionário Geraldo Magela Cardoso Para a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro, a poesia curitibana perde um de seus maiores símbolos.

“Geraldo Magela era um guerreiro incansável, profissional dedicado e acima de tudo um artista talentoso que fará imensa falta. Sua agitação cultural deixa um legado inestimável para a cidade e para comunidade artística. Aos familiares e amigos, nosso mais profundo pesar”, destaca Ana Cristina. Em respeito à sua memória e aos colegas de trabalho, a Fundação Cultural de Curitiba informa que manterá a Feira do Poeta fechada nesta terça."

Fonte: Bem Paraná

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